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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Why choosing Videonomics?


Watch Why choosing The Lisbon MBA? in How to Videos  |  View More Free Videos Online at Veoh.com


Quase 15 dias sem publicar. Uma paragem forçada em virtude de uma aceleração no cronograma de lançamento do Videonomics, com múltiplas reuniões e apresentações para preparar. Este blogue, para além de montra, cumpre desde o início io objectivo de dar conta dos vários passos do projecto e sinto que este é o momento para um primeiro balanço.
Primeira nota: nas várias reuniões já realizadas não houve uma única em que sentisse falta de receptividade e na maioria encontrei, ao invés, franco entusiasmo e um entendimento comum sobre o papel da comunicação vídeo nos temas de gestão e inovação. É verdade que este ano, como dizia com graça um dos meus interlocutores, "no princípio era a verba" e é preciso também criatividade para fazer chegar os orçamentos, da parte de quem investe, e para saber rentabilizá-los no melhor interesse de todos. Apesar de existirem múltiplos esforços conjuntos a desenvolver, estou convencida que lá chegaremos.
Segunda nota para os materiais já produzidos. Temos neste momento cerca de 10 horas de materiais, desde formatos de 3 minutos, a 2 conferências de 45 m cada (Gary Hamel e Dan Tapscott). São materiais diversificados, em temas, formatos e protagonistas e sobretudo são materiais estimulantes. É este trabalho-piloto a melhor evidência das possibilidades que temos pela frente e são muitas e muito interessantes! Tem sido muito bom trabalhar com pessoas de universidades, empresas e media na construção deste novo media Videonomics.
Terceira nota para o que nos espera nas próximas semanas. Muito trabalho para fechar parcerias, acordos de media e iniciativas temáticas, para além de todo o trabalho de implementação da plataforma Videonomics. Estamos animados!
O vídeo de hoje é uma das primeiras peças Videonomics, desenvolvidas em parceria com o The Lisbon MBA e já disponível no canal The Lisbon MBA TV na plataforma Veoh. Será também um dos canais Videonomics e, desde já, a toda a equipa do The Lisbon MBA o nosso obrigado pelo voto de confiança desde a primeira hora e pelas horas estimulantes de trabalho que temos desenvolvido em conjunto.
Até breve

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Semco - O local de trabalho mais radical do mundo




Gary Hamel voltou a Portugal em Outubro como orador convidado do SAP Business Forum, que teve lugar no Estoril, a 29 de Outubro. O Videonomics esteve lá e ouviu o guru da inovação em mais uma das suas enérgicas e energéticas profissões de fé. Hamel é um true believer, à parte de ser um reputado especialista em matéria de inovação e criatividade. E a convicção que tem nos temas que apresenta sente-se na sala, nos seus movimentos contínuos e numa espécie de entusiasmo transbordante que domina toda a intervenção.

Um dos exemplos de inovação que trouxe a Lisboa foi o da Semco, empresa brasileira de equipamentos industriais e soluções para gestão postal e de documentos.

Melhor que reproduzir, é ler Hamel na voz directa:
"Deixem-me partilhar um estudo de 80 mil colaboradores em 16 países, não creio que Portugal estivesse incluído, mas a Espanha esteve. 80 mil colaboradores por todo o mundo. Mediu-se quão comprometidos estes colaboradores estavam com o seu trabalho. A pergunta final que faziam era: acha que o seu trabalho faz a diferença? Entende como o trabalho está a suportar a missão da empresa? Recomendaria esta empresa como um local para trabalhar a um colega ou familiar? Eis o que descobriram quando fizeram o estudo. Na maior parte dos países não mais de 20% das pessoas estão comprometidas. Em muitos países, como em Espanha, os que não estão realmente descomprometidos é um número ainda maior do que estavam altamente comprometidos. A maior parte chega, recebe o ordenado no fim do mês e estão simplesmente lá.

Se é um gestor, estes dados são escandalosos. Isto é um escândalo! Pensem na quantidade de energia humana que está a ser desperdiçada nas nossas organizações, porque as pessoas estão a receber um retorno muito baixo da sua equidade emocional. Se for médico não pode viver com estes dados. Para um físico, a situação é a mesma. Por cada cinco pessoas que vêm ver-me acabo por matar quatro! Se é um professor, se no fim do ano 80% dos alunos são tão estúpidos como eram no início do ano. Como gestores, olhamos para estes números e dizemos: “Ok, é da forma que é”. Não! Não tem que ser assim!

(...)
Uma das empresas mais inovadoras que eu conheço é uma empresa brasileira Semco. Alguns de vós devem conhecer a empresa. O CEO, Ricardo Semler, é um gestor de força. Escreveu um livro fantástico chamado “Fim de semana de 7 dias”, que recomendo muito. Tenho a certeza que o encontrarão em Portugal. Na Semco, uma das coisas que fizeram foi retirar todo o controlo nas despesas das viagens em trabalho. Não necessita de ter permissão de ninguém para fazer uma viagem em negócios. Ninguém diz em que hotel devem ficar, em que companhias aéreas voar, em que classe, quanto se pode gastar num jantar. Não há qualquer tipo de política. E quando regressa também não há nenhuma função de auditoria. Pegam em todas as suas despesas, tem que se trazer os recibos para descontos de impostos, juntam-nos, fazem a aritmética e pagam o cheque.

Muitos de vós devem _ser financeiros. Podem chegar às vossas organizações e dizer ao director financeiro: “O Gary teve esta ideia fantástica, vamos acabar com todas as despesas com viagens”. E tenha o CPR (máquina de ressuscitação cardio-pulmonar) preparada, porque pode ter um ataque cardíaco. Então como é que funciona? É muito simples.

Na Semco estão organizados em equipas pequenas. Cada equipa é um centro de lucro. Metade das compensações depende do lucro do centro. E quando regressa da viagem, pegam nas suas despesas e publicam online para que todos os colegas vejam. Quão complicado é? Portanto, se veio embora com uma grande encomenda de 5 milhões e tem uma conta de 100 dólares de champanhe para pagar, os seus colegas vão dizer-lhe: “Porque bebeste do champanhe mais barato? Para a próxima pede Cristal. Bebe alguma coisa boa para variar”. Mas o negócio está complicado, e regressou com uma conta de 20 euros da garrafa de vinho vão dizer-lhe: “Da próxima vez fica-te pela água! Não temos dinheiro para isto!”. Transparência entre os colegas substitui todo o esforço, todos os problemas, todas as horas. Para além disso, esta vai ser a solução a longo prazo para a crise financeira.
Não se pode ter mais centralização e mais controlo com o mundo a mudar como está a mudar. Vocês precisam do controlo, da disciplina, mas como os mudam para a linha da frente? "

Gary Hamel respondeu a estas e outras questões e a versão completa da conferência vai estar brevemente disponível no Videonomics. Até lá, fica este vídeo sobre a Semco, uma empresa onde os colaboradores escolhem quantas horas querem trabalhar, onde ninguém fica no mesmo lugar mais que 2 dias (para não existir controlo visual de presença) e onde até o mobiliário de cada departamento é escolhido e comprado pela equipa com o orçamento que lhe é atribuído. A ideia é, como diz Hamel, simples: dar poder às pessoas para fazerem o seu caminho, tomarem as suas decisões e serem recompensadas em função do esforço e da paixão que investem. Socializar o capitalismo - O futuro do trabalho?

Rematando com as palavras de Gary Hamel: O desafio hoje não é como levar as pessoas a servir os objectivos da organização. O desafio é como construir uma série de aspirações numa organização que premeia estes dons, que premeia os dons de iniciativa e criatividade.

sábado, 22 de novembro de 2008

Videonomics - Cultura de Gestão

“A sua caixa atingiu a capacidade maxima, por favor elimine algumas mensagens”. E nós paramos, ouvimos as mensagens que a vida de todos os dias deixou guardadas no gravador, decidimos se é importante manter esse ficheiro ou se podemos apagar até completarmos todo o processo.
Pode ocupar-nos 10 minutos ou meia hora e pode parecer que não faz diferença.
Na realidade, o preço do armazenamento de dados cai 50% a cada 18 meses que passam e o preço do processamento a cada 2 anos. 1 terabyte de storage custa, a preços correntes, 120 dólares e um computador Dell standard tem essa capacidade.
Metade de um terabite corrresponde também à capacidade de storagem instalada em toda a revista Wired, o título-ícone da Economia Digital e cujo editor, Chris Andersen, encontrou nesta estória uma evidência palpável da teoria que apresenta no seu novo livro, “Free”. É que a capacidade de armazenamento é hoje abundante, e por isso barata, mas o tempo das pessoas é cada vez mais escasso.


O projecto Videonomics tem tudo a ver com tempo e com a necessidade de termos acesso às ideias, aos projectos, às pessoas e ao que estão a fazer em tempo útil. Todos os dias são publicados 65 mil novos videos no YouTube. Todos os dias, e são os mesmos dias, são publicados 3 mil novos livros. Uma semana de informação num jornal de referência como o New York Times agrega tantos dados quanto seria possível reunirmos numa vida inteira … no século XVIII!
Estamos viciados em informação e tantas vezes esmagados pela dificuldade de a consumir em tempo útil ou de a consumir sequer. Sabemos que parte de todos os conteúdos que diariamente são produzidos é lixo, mas enfrentamos o clássico dilema do David Olgilvy .. não sabemos qual das partes é lixo ou somos obrigados a gastar o pouco tempo de que dispomos para o descobrir. E tudo isto acontece numa era em que a troca de ideias e de experiências é mais importante do que nunca.

O Videonomics propõe-se ser um facilitador, um descodificador e também um produtor de conteúdos. Um projecto que nos ajude, todos os dias, a encontrar ideias, projectos e pessoas que estão a acrescentar valor à nossa realidade, a abrir caminhos de futuro e a criar novos espaços de felicidade e realização.
É um projecto de gestão, numa visão da disciplina como agregadora de um conjunto de conhecimentos e práticas que nos permitem alcançar melhores resultados e viver melhor. E nesse sentido, gestão é também cultura, iniovação, tecnologia, investigação. psicologia, filosofia, biologia e matemática. Entre outros. Hoje como nunca sentimos, mais do que sabemos, que tudo está inequivocamente ligado.

E porque o espírito é de partilha, este é também um projecto que desde a hora zero vai ser comunicado passo a passo. A vida é uma audaciosa aventura ou nada e colocar no ar a primeira webTV de Gestão tem, sem dúvida, muito que contar.

Uma nota aos cépticos e um agradecimento ao professor António Câmara: este blogue foi criado há um mês com os objectivos que estão traçados neste post. Durante um mês, a voz dos cépticos que já ouvi em projectos de terceiros, fez-me hesitar. Portugal é estranhamente um país onde uma enorme generosidade convive lado a lado com o culto do falhanço. Esta semana, tive o privilégio de assistir a uma conferência do professor António Câmara no Instituto Superior de Gestão. Num relato de uma autenticidade comovente e com a simplicidade que só a sabedoria traz, o fundador da Ydreams passou em revista a história do seu projecto, os acidentes de percurso, os erros, as vezes em que as coisas simplesmente não deram certo. E que são absolutamente imprescindíveis para aquilo que nos habitamos a designar por sucesso e que, felizmente, ele também sabe o que é. Só não falha quem não tenta e nesse barco tenho a certeza que não quero estar.